sábado, 31 de janeiro de 2015

Pedra Fraga alcança Bronze no Europeu de Remo Indoor

Pedro Fraga conquistou hoje em Szczecin, na Polónia, a medalha de bronze no Europeu de Remo Indoor, com um tempo final de 06:13,06. Por seu turno, Nuno Mendes classificou-se na 7ª posição com um tempo final de 06:19,9.

A prova contou com 36 participantes, na sua maioria polacos. Os primeiros lugares foram alcançados por Artur Mikołajczewski (06:11,5) e Łukasz Siemion (06:12,4)

A dupla olímpica Fraga/Mendes na classe “Double Scull Ligeiro” aproveitou este Campeonato da Europa de Remo Indoor para fazer o primeiro teste de ritmo para a temporada 2015, que será de grande importância para a qualificação olímpica.
 
Pedro Fraga no pódio dos Europeu de Remo Indoor 2015 (imagem obtida no FB de Rui Oliveira)

Os detalhes da competição poderão ser consultados em www.worldrowing.com.

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Fraga e Mendes disputam Europeus de Remo Indoor

A cidade de Szczecin, na região oeste da Polónia próxima da fronteira alemã, acolhe amanhã os Campeonatos da Europa de Remo Indoor na distância (olímpica) de 2.000 metros. A dupla nacional composta por Pedro Fraga e Nuno Mendes, enquadrados pelo seu treinador Rui Oliveira, voltam a marcar presença no evento.

Recorde-se que em 2013 Pedro Fraga esteve em plano de destaque nesta competição, então disputada em Essen (Alemanha), arrebatando o título europeu e estabelecendo nas eliminatórias uma nova melhor marca nacional em seniores masculinos pesos-ligeiros com um tempo de 06:08,07.

Pedro Fraga vence Campeonato da Europa de Remo Indoor em 2013

Depois de em 2014 os principais resultados alcançados por Fraga terem passado pelo barco individual (skiff), classe onde também se sagrou campeão da europa de ligeiros, este ano o foco da preparação está no barco da categoria olímpica “Double Scull Ligeiro”, na qual Fraga e Mendes se notabilizaram com o 5º lugar nos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Assim, o Europeu de Remo Indoor surge como primeiro grande teste ao ritmo competitivo dos atletas num ano importante nas ambições olímpicas da dupla do Sporting Clube de Portugal.

Os detalhes da competição poderão ser acompanhados em www.worldrowing.com.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Remo no Douro ao estilo "Oxford x Cambridge"

É já no dia 7 de fevereiro que se realiza a regata "Head of the Douro". O rio transforma-se numa pista de remo com 6.600m, correntes e algumas curvas. A prova vai ser disputada em embarcações "Shell" de 8 com timoneiro, as mais emblemáticas no remo, cada uma com tripulação de 9 elementos, iguais às utilizadas na mundialmente conhecida regata entre as universidades de Oxford e Cambridge ao longo do Tamisa.

A regata começa em Gondomar e pode ser acompanhada pelas margens do Douro até à Ribeira onde vai ficar situada a meta. É num dos locais mais emblemáticos da cidade do Porto que se vai poder assistir à "recta" final da "Head of the Douro".

Esta regata é só para tripulações masculinas, para remadores que não estejam integrados em projectos da selecção nacional.
Os vencedores vão a Londres participar na "Head of the River Race", um dos mais antigos e emblemáticos eventos de remo mundiais que teve a primeira edição em 1926, surgindo com o pretexto de obrigar as tripulações a cumprir treinos mais longos durante o inverno, para prepararem convenientemente as Regatas de Verão (com 2.000m).

Em Portugal, a tradição neste tipo de regatas "Head" está a ganhar cada vez adeptos. A Head of the Douro" vai para a segunda edição e Avis, na barragem do Maranhão, vai receber este ano pela 5ª vez a "Head of the Cork".


A Associação Académica de Coimbra venceu a edição 2014

2ª Regata Internacional de Fundo "Centro de Mar", Viana do Castelo


Convite para participação
Apresentação e Ante-Programa
Formulário de inscrição

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

3º Jornada Troféu Jovens Remadores - Ante-programa

O Viana Remadores do Lima organiza no próximo dia 3 de Janeiro, pelas 14:00, a 3ª etapa do Troféu VRL Jovens Remadores, prova integrada no Torneio 1as Remadas e do Torneio Zona Norte, sendo dirigido aos clubes do norte do país.

Nesta terceira e última jornada do Troféu, o VRL integrou os escalões de Benjamins, Infantis, Iniciados, Juvenis e Juniores (Principiantes e Complementares) e ainda os escalões de Veteranos e Adaptado. Recorde-se ainda que, sendo esta a última jornada do Troféu VRL Jovens Remadores, vão ficar definidos os vencedores Principiantes em cada escalão, bem como o vencedor colectivo deste troféu. 

A prova decorrerá no próximo sábado(dia 3/01/2015) com início às 14:00 (reunião de delegados às 13:30).

Todas as informações detalhadas poderão ser consultadas no Ante-Programa que abaixo se disponibiliza.

Documentos relacionados
Ante-Programa
Formulário de inscrição

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Antidopagem 2015

Código Mundial Antidopagem

Entra em vigor no próximo dia 1 de Janeiro de 2015 uma nova versão do Código Mundial Antidopagem. Esta versão, a 3.ª desde o lançamento do Código Mundial Antidopagem em 2003, vem trazer algumas alterações significativas às regras aplicáveis à luta contra a dopagem, a nível mundial.

A ADoP colaborou com a Agência Mundial Antidopagem no sentido de ser produzida uma versão em Português do novo Código, versão essa que abaixo se disponibiliza;

Junta-se também em anexo um documento que refere as principais alterações que esta versão do Código vem introduzir, face à versão actualmente em vigor, desde 2009.
Lista de substâncias e métodos proibidos



Autorização de Utilização Terapêutica
Consulte aqui as determinações da ADoP relativamente às normas de solicitação de Autorização de Utilização Terapêutica (AUT) de substâncias e métodos proibidos para 2015.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

João Dias de Sousa: uma bandeira a meia haste, uma memória que se eleva

Cumpre-nos informar com grande mágoa o falecimento do mais antigo atleta dos Galitos e decano dos atletas olímpicos portugueses Sr. João Dias de Sousa.
O funeral realizou-se hoje na Capela de S. Gonçalinho, em Aveiro.

A Federação Portuguesa de Remo expressa à sua Família e ao Galitos, o seu pesar e as mais sentidas condolências pelo desaparecimento deste atleta olímpico e incontornável figura do desporto nacional.

João Dias de Sousa: uma bandeira a meia haste, uma memória que se eleva


A formação está completa e a largada pode ser dada pelo juiz de partida. Juntou-se ao fim da tarde de ontem o olímpico João Dias de Sousa, o último a entrar na eternidade dos aveirenses que participaram nos Jogos Olímpicos de 1948, em Londres. Numa outra dimensão, aquela enorme embarcação de madeira foi pousada nas águas e ei-los que partem, numa primeira remada, todos por um e todos pelo seu Galitos, por Aveiro e Portugal, fosse nos campeonatos regionais, nacionais, ibéricos ou olímpicos. De Galo ou quinas ao peito, João Dias de Sousa pertenceu ao primeiro grupo de aveirenses que introduziu no mapa do remo a formação de rapazes da Beira-Mar que entre a década de Quarenta e Cinquenta, contra vícios e resultados feitos, implantaram um estilo diferente e belo na náutica portuguesa. Ocupando igualmente alguns lugares na direção técnica do remo do Clube dos Galitos, João de Sousa regista-se a partir de hoje na memória do desporto porventura com aquelas palavras que o organizador dos primeiros Jogos Olímpicos da Modernidade recuperou como lema para os atletas:citius, altius, fortius (mais rápido, mais alto, mais forte).

Quando, no ano 2000, se realizou em Aveiro o 4.º Congresso nacional de remo, publicou-se com muita oportunidade um opúsculo de João Dias de Sousa, Memórias de um remador olímpico. Dessa edição respigamos o essencial para obtermos, mesmo em traços largos, o seu perfil desportista e humano. Começara a prática da modalidade aos 16 anos, em 1941, logo dentro dos barcos, muito longe ainda da época dos tanques de aprendizagem e dos ergómetros. Ainda novo, com pouco mais de um ano de treino de remo pelas águas da Ria, João de Sousa foi chamado a substituir um elemento da equipa que tinha de apresentar-se a serviço militar. A responsabilidade era grande: sota-voga na formação que no ano anterior vencera o campeonato nacional de remo. É contemporânea destas provas a substituição do velhinho Tamanco, shell de madeira que nunca dera uma derrota aos Galitos, por nova embarcação e segundo o método da subscrição pública. Assim foi sempre nesta casa e com estes rapazes do remo: apresentavam-se a provas depois de um dia de trabalho, com uma direcção de amantes da sua terra e das suas águas, que abriam subscrições públicas para liquidação de despesas e transportes até aos lugares de prova. Era popular o rifão, Se vires um homem com um papel e outro de saca na mão, tu foge, que é uma subscrição! Foi a geração de João de Sousa, Albino Neto, Carlos da Benta, Felisberto Fortes, João Naia Lemos, José Naia Machado, Luís Maia Machado, Manuel Matos, Ricardo da Benta, José Velhinho, Edgar Teixeira Lopes, que definitivamente terminaram com o monopólio que existia no remo português da década de Quarenta. O Galitos impunha-se pela sua qualidade e uniformidade ao Caminhense, Naval 1.º de Maio e Fluvial Portuense que se habituaram a repartir entre si troféus e representações internacionais. Entre elas, a que rasgou oportunidades registou-se em 1942, quando o Galitos venceu o título nacional de seniores, garantindo-lhe o direito de remar em nome de Portugal no I Campeonato Ibérico, que venceu. Seguiram-se provas, esforços, medalhas, tristezas, troféus, chegadas triunfais à velha estação de comboios, recepções maternas na Câmara Municipal, numa época em que a cidade se mobilizava em torno do remo e cada um dos elementos das tripulações do Galitos era um orgulho pelo talento que demonstrava nas toalhas de água e na distinção com que ganhavam ou sabiam perder, granjeando o respeito dos seus adversários e do público.

João Dias de Sousa abandonara já o remo dos Galitos quando nova formação da casa constituiu a representação de Portugal nos Jogos Olímpicos de 1952, em Helsínquia. Nos anos sessenta, com credenciais técnicas e de preparação desportiva, fez parte de um grupo de trabalho que tentou revitalizar a secção náutica do Clube, mas os tempos eram definitivamente outros: a emigração, a Guerra no Ultramar e o novo quadro económico e social não fazia regressar um tempo glorioso, quase mágico, de uma forma de remar única: vários braços, mas uma só remada, como se o barco não deslizasse sobre as águas, mas voasse magicamente.

Dias de Sousa era o decano dos olímpicos portugueses, distinção que o seu filho e o Presidente dos Galitos receberam em nome do remador, por atribuição do Comité Olímpico Português.

Nesta hora, em que flutua no ar a meia haste a bandeira dos Galitos, sobe bem alto, na memória das coisas humanas, mais um aveirense dos raros, daqueles cujo peito aberto deverá mostrar água e sal. Uma bandeira e meia haste, mas em surdina as marchas aux flambeaux que desciam a Avenida, com os nossos remadores em glória pelas vitórias na Figueira, no Porto, em Viana. Desce por um dia o pavilhão branco com o galo rubro, pelo respeito que nos merece um aveirense dos raros: daqueles que demonstram a grandeza de subtrair o seu esforço pessoal, o somam no colectivo e honram uma terra, que lhes agradece, não os esquecendo e sendo-lhes grata.

Está completa a formação olímpica de 1948, Pelo Galitos canta, canta galo, canta.

Nuno Gonçalo da Paula
Aveiro, 7 de dezembro de 2014
A direção do Clube dos Galitos